O Arbítrio e Responsabilidade no Mormonismo
Os Mórmons acreditam que o arbítrio, a habilidade que cada pessoa tem para escolher livremente fazer o que é certo ou o que é errado, é um dom maravilhoso de Deus. O Mormonismo ensina que todos os indivíduos aqui na terra “estão sendo provados para ver se eles irão usar o seu arbítrio de forma a mostrar o seu amor pelo Pai Celestial guardando os Seus mandamentos” (Arbítrio e Responsabilidade, Para o Vigor da Juventude).
Joseph Smith ensinou que o conceito de arbítrio trás consigo o conceito de conseqüências. Embora as pessoas na terra sejam capazes de escolherem por si mesmas, elas não podem escolher as conseqüências de suas ações. Escolhas certas levam à felicidade. Escolhas erradas impedem o progresso e trás sofrimento. Esses são fatos eternos. Todos os filhos de Deus têm grandes forças para tomar decisões por sim mesmos, e eles não devem culpar a ninguém pelas decisões que tomaram. Os Mórmons acreditam que cada filho de Deus será responsável por todos os seus pensamentos, palavras e ações realizadas aqui na terra. Se esses não estiverem de acordo com os mandamentos, o individuo precisa se arrepender para que ele possa se sentir limpo e perdoado perante Deus. O Mormonismo ensina que as pessoas devem fazer muitas coisas boas de sua livre e espontânea vontade.
Os Mórmons acreditam que a responsabilidade começa aos oito anos de idade. O Mormonismo ensina que, até essa idade, as crianças não podem pecar. Qualquer transgressão cometida por uma criança que tenha menos que oito anos de idade, são cobertas pela Expiação de Jesus Cristo.
Um registro no livro de escrituras o Livro de Mórmon provê informações sobre o conceito de responsabilidade das crianças pequenas. O profeta Mórmon registra as palavras do Senhor que ele recebeu como revelação após orar: “… as criancinhas são sãs, por serem incapazes de cometer pecado; portanto a maldição de Adão é delas removida por minha causa, de modo que sobre elas não tem poder…” (Morôni 8:8).
Os Mórmons acreditam que os homens e mulheres não são responsáveis pela transgressão de Adão, significando a sua queda da presença do Senhor no Jardim do Éden. Joseph Smith, o primeiro presidente da Igreja Mórmon, declarou na segunda Regra de Fé: “Cremos que os homens serão punidos pelos seus próprios pecados e não pela transgressão de Adão”. Os Mórmons acreditam que os homens e mulheres são responsáveis apenas por seus pecados individuais.
A oposição é um princípio que significa que tanto o bem quanto o mal tem que existir nesse mundo. Os Mórmons acreditam que a oposição é necessária: “Porque é necessário que haja uma oposição em todas as coisas. Se assim não fosse… não haveria retidão nem iniqüidade nem santidade nem miséria nem bem nem mal” (2 Néfi 2:11). Sem o bem e o mal nesse mundo, nenhum dos filhos de Deus poderiam entender – nem seriam capazes de usar – o seu arbítrio. E o senhor precisa ver seus filhos usando o seu arbítrio de forma justa para que eles possam ser avaliados.
Algumas vezes é difícil suportar os males e tristezas do mundo. Mas os Mórmons acreditam que essa oposição é necessária e sofrer faz parte da mortalidade. Durante tais tempos difíceis podemos lembrar que a paz e o conforto são prometidos para aqueles que obedecerem aos mandamentos do Senhor: “Buscai diligentemente, orai sempre e sede crentes; e todas as coisas contribuirão pra o vosso bem, se andardes retamente e vos lembrardes do convênio que fizestes uns com os outros” (Doutrina e Convênios 90:24).
O Mormonismo ensina que a responsabilidade é um aspecto necessário do evangelho de Jesus Cristo e do plano de salvação do Senhor para cada um de Seus filhos. Para que possamos voltar a viver com o Pai Celestial, precisamos provar que somos servos humildes do Senhor e escolher ser obediente. Somente podemos ser recompensados por nossos serviços prestados na Terra se formos responsáveis por eles.